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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Por GEORGE MAZZA - A “GUERRA” NÃO ACABA

 

A “GUERRA” NÃO ACABA

 

​​​ Em mais uma madrugada de insônia assisto a um programa que faz a análise sobre a legalização da maconha no Estado do Michigan, EUA, em 2018. Após votação apertada, o consumo “recreativo” de maconha foi aprovado por 55% da população.

Do lado dos defensores da legalização está a esquerda socialista e os liberais brancos. Um pequeno parêntese: quanta incoerência se lutar por uma pauta liberal que fará as pessoas dependerem cada vez mais do Estado, seja através da procura de tratamento médico financiado pelo governo, assistência social às famílias ou auxílio estatal a viciados desempregados. Fechado o parêntese: é uma minoria bem financiada pelo lobby internacional pró-maconha, que luta para que os outros possam usar a droga, mas que não quer o envolvimento de suas famílias com entorpecentes. São os socialistas burgueses, completamente cegos aos problemas causados pelas drogas: pobreza, crimes, marginalização, estupros, prostituição, mortes. O interessante é que estes, que têm na agenda política a "defesa" dos mais pobres, são os que insistem em pautas (como a legalização das drogas) que matam e desgraçam justamente as camadas mais pobres da população, seja no Michigan, ou em qualquer parte do mundo.

O programa ainda mostra os contrários à legalização: negros, moradores de bairros pobres, já bem violentos, onde as drogas coexistem com elevados índices criminais, principalmente entre a população jovem. São milhares de famílias das camadas sociais mais pobres que sofrem diariamente a realidade do consumo de drogas, da precarização física, mental e social dos usuários, muitos deles adolescentes, que para manter o vício se iniciam na prática de crimes.

Após a legalização, parte dos milhões (talvez bilhões!) de dólares arrecadados com a legalização volta aos bolsos dos lobistas e são redirecionados à esquerda socialista e aos liberais brancos, os poucos que realmente se beneficiam da legalização das drogas. O tráfico, esse sim, continua a todo vapor depois da legalização, já que sempre vai existir um viciado à procura de uma droga cada vez mais barata, fora das lojas fiscalizadas pelo Estado. Assim, caem por terra os viciados e a narrativa de que a legalização acaba com o tráfico. A guerra contra as drogas também jamais deixa de existir, mesmo com a legalização. Move-se apenas de posição: do campo policial para os campos médico, psicossocial, da saúde mental, familiar.

O prejuízo social e material da legalização é surpreendentemente superior ao da proibição.

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